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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

[Livros] Meu nome não é Johnny - LEIA LOGO!

Ainda estou na metade, mas é tão bom que tive que fazer um post antes de acabar. Este é mais um livro que comprova definitivamente a teoria máxima: "Um filme não consegue passar o todo de um livro". Eu acredito nisso piamente.

Li "Elite da Tropa" (até hoje não vi o filme "Tropa de Elite") e as vezes pergunto as pessoas que o viram: Tem aquela parte tal? E aquela outra que acontece tal coisa? E quando as pessoas me dizem que não, fico pensando em como os roteiristas e editores são obrigados a deixar partes maravilhosas de uma história fora do rolo. Pena.

"Meu nome não é Johnny" é leitura obrigatória. Não veja só o filme. Cada página do livro traz uma aventura maluca desse maluco que foi João Guilherme Estrela, um jovem da classe média - zona sul - carioca que se transformou em um dos maiores traficantes do Rio de Janeiro.

É maluquice, aventura, terror, medo, suspense e piração em cada página, o que torna impossível fazer um roteiro com tudo que está no livro. Não tem como.

Ah, Eu ia esquecendo, estou na metade, mas comprei o livro ontem. Ou seja, é livro para ler em 3 dias. Pega na Sexta e termina no Domingo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

[Livros] "Perca um Livro" - Nunca foi tão legal perder alguma coisa

Você já ouviu falar de Bookcrossing? Bem, o Bookcrossing é uma modalidade de rede de comunicação muita divertida que vem sendo praticada com muito sucesso nos USA e na Europa. O Objetivo é incentivar a leitura e promover o intercâmbio de livros pelo mundo todo, como se o planeta fosse uma grande biblioteca pública. Agora, essa brincadeira também está chegando ao Brasil com a campanha "Perca um Livro"
Funciona assim:

1. Uma pessoa lê um livro que acha interessante e decide compartilhar o mesmo.

2. A pessoa acessa o site "Perca um Livro"(http://www.livr.us/), se cadastra e cadastra o livro, fazendo um pequeno resumo sobre ele e informando onde irá deixá-lo, "perdê-lo".

3. O site gera uma etiqueta e um código para que a pessoa imprima e cole no livro. Esta etiqueta possui também o endereço do site.

4. Quem encontra o Livro ao observar a etiqueta também entra no site e informa o novo paradeiro do livro. Após fazer a leitura, esse novo usuário dá continuidade ao processo.

Dessa forma o livro vai rodando a cidade, o estado, o país e quem sabe o mundo, e todos os usuários podem monitorar o seu percurso. Muito legal não?

Já pensou um livro seu, rodar todo o país, sair dele, ir para a Europa, Estados Unidos, Ásia... É a verdadeira interação mundial em prol do hábito da leitura.

A partida inicial do projeto será dada pela editora Zeiz que irá "perder" 150 exemplares do livro "A Unidade dos Seis - O Herdeiro Especial". Os livros "perdidos" estarão com orientações que levem o próximo leitor a repetir o mesmo procedimento: ler, cadastrar e "perder".

Quer participar? É só acessar o site.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

[Livros] Manual de Sobrevivência nos Butiquins mais Vagabundos

Se você tem alma de Boêmio e gosta de um Bar "Pé-Sujo" (como eu), você precisa ler este livro. Aliás, você precisa ler este livro de qualquer jeito.

O "Manual de Sobrevivência nos Butiquins mais Vagabundos" é uma obra-prima de poesia boêmia, da malandragem popular, daquilo que temos de melhor na vida.

Com muita simplicidade e conhecimento, o autor Moacyr Luz, grande boêmio das noites cariocas, vai discorrendo sobre vários tópicos vitais na vida de um Butiquim.

O Banheiro, a pindura, o telefone, a mosca, a Patroa, o descontar de um cheque, o Garçom, o limão da casa, o petisco, estão entre alguns deles. São muitos, vários, sempre colocados em capítulos. E para cada tema temos comentários de outros célebres boêmios da vida.

É leitura relaxante, divertida, inteligente e instrutiva. Sim, com ela você vai pegar todos os macetes para não fazer feio em qualquer birosca de vila. Tu vai passar de malandro. E de pinguço também.

Sem falar que uma nova visão vai se abrir para você. Nunca mais vai enxergar esses sujinhos como antes. Agora, você vai entender a linda filosofia de um buteco e vai respeitá-la para toda a vida.

Buteco é tudo de bom.

sábado, 22 de setembro de 2007

[livros] Eu S/A - Um futuro aterrorizante

Eu S/A é um livro empolgante e aterrorizante. Empolgante por sua história totalmente original. Aterrorizante pela projeção de um mundo futuro onde as pessoas não tem valor.
Não existem mais países (apenas a Europa é um estado), os Estados Unidos estão privatizados, as Escolas são propriedades de empresas como Pepsi e McDonald's, a polícia só trabalha se for contratada para isso, o sobrenome das pessoas é a marca da empresa em que trabalham, como o protagonista do Livro: Hack Nike.

Nosso herói trabalha na gigante de materiais esportivos e sonha atuar no departamento de marketing. Enganado por dois funcionários inescrupulosos, Hack assina um contrato sem ler que o obriga a cometer uma série de assassinatos para promover um novo tênis da empresa. Genial não? Muito Original.

Somente a agente Jennifer Governo (que possui esse sobrenome por trabalhar para o Governo) poderá ajudá-lo a sair dessa.

Você não vai conseguir parar de ler. Este é mais um livro que li em menos de 3 dias. Ele realmente nos leva para um mundo totalmente diferente de hoje, assustador e futurista. Um mundo onde a vida humana é insignificante e os negócios estão acima de todas as coisas.

Eu S/A
Autor: Max Barry
Editora: Record

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

[Comportamento] Pirataria e a Polêmica sobre o filme Tropa de Elite

Já fazia um tempo que eu pretendia colocar um post sobre o assunto pirataria, quando surge essa polêmica sobre o filme "Tropa de Elite" (baseado no livro "Elite da Tropa"). Ambos tratam do cotidiano e bastidores das instituições policiais do Rio de Janeiro, com um bom destaque para o BOPE - Batalhão de Operações Policiais Especiais, a força de elite da Polícia Militar carioca.

Li o livro e posso assegurar que é excelente e impressionante. Parece difícil se surpreender ainda mais com a Polícia nos dias de hoje, mas com esse livro, lhes garanto, vocês ficarão ainda mais surpresos. A corrupção e o crime dentro dos orgãos policiais são maiores do que podemos supor. Por diversas vezes me peguei lendo com aquela cara de boca aberta. Por ser tão bom, confesso que estava esperando o filme com ansiedade.

Eis que surge a notícia na imprensa que o filme vazou e está sendo vendido nas ruas do Rio e de São Paulo. Em cima desse fato, achei que seria um bom momento para colocar o que penso sobre pirataria. Vocês vão entender o por quê.

Pirataria não está ligada a condição econômica de uma pessoa. O produto pirata não é mais uma exclusividade das classes de baixa renda. As classes média e alta estão com tudo na onda dos piratas. Comecei a ver meus amigos baixando filmes e séries, meus colegas de trabalho comprando filmes em camelô, minha mãe feliz com seus CDs piratas. Gente que não precisa.

Aí descobri que a pirataria tem ligação com pobreza espiritual. Com falta de sensibilidade. Com incapacidade de apreciar as coisas boas da vida. As pessoas que utilizam os piratas não ligam mais para qualidade. Não valorizam ou anseiam por um filme ou disco. Eles não fazem parte do grupo dos apreciadores, dos degustadores. São apenas pessoas que precisam se alimentar e viver. Apreciar é uma coisa muito diferente.

Uma vez, por conta do trabalho, surgiu para mim um jantar espetacular num restaurante 5 estrelas, top de São Paulo. Chefe Internacional, Guia Michelin, 12 pratos de degustação. Resolvi convidar um amigo na esperança de que ele valorizasse o evento. Uma hora antes, ao chegar na casa do indíviduo, deparei-me com ele comendo pão com geléia. Me disse que estava com fome, que não podia esperar. 1 hora antes de comermos uma das melhores refeições de nossas vidas e ele estava se empanturrando de pão com geléia. É disso que estou falando. Dessa pobreza espiritual.

Tenho um outro amigo que baixou o Senhor dos Anéis 3, antes de estrear, e viu no computador em uma tela de 15 polegadas com duas caixinhas de som vagabundas. É disso que estou falando.

Uma colega do trabalho, assistiu o pirata de "Cars", da Pixar, em uma cópia que foi gravada dentro do cinema por uma câmera que filmava a tela. Veio me perguntar se eu não queria emprestado. O que mais posso dizer?

Pirataria tem a ver com desprezo pela vida. Algo como tomar cerveja em copo de plástico. Tipo, dane-se. Me dá isso aí de qualquer jeito.

Quem entende e valoriza uma obra, foge do pirata. Um jantar dos sonhos merece ser aguardado com paciência. Um filme épico pede uma tela de cinema digital com som de última geração. Uma boa cerveja combina com um lindo copo de vidro. Um DVD de primeira merece ser visto por inteiro, com todos os seus extras e novidades. E por aí poderíamos listar muito mais.

É lógico que podemos ter nossos momento de lixão na vida, relaxar e mandar tudo pro inferno. Adoro pão com geléia e já bebi muita cerveja em copo vagabundo. Mas tudo tem o seu momento. Precisamos saber qual evento merece um cuidado especial. Precisamos aprender a apreciar.

Um filme como Tropa de Elite merece ser visto em sua plenitude e não em uma cópia, mal editada, com cenas em ordens inversas, com partes incompletas e com um som não finalizado. É isso que estão vendendo por aí. E é isso que muita gente de classe média e com curso superior vem assistindo.

Um amigo me perguntou hoje, "vc já viu?" E eu respondi: "Não, vou esperar". Com aquele sorriso de quem está esperando o bolo da mamãe ficar pronto. E vou esperar feliz.

Veja o trailer

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

[livros] e-mail - Um Livro Genial

Com toda a sinceridade. Li esse livro em dois dias. Não conseguia parar, pois ele é genial, principalmente na forma como foi escrito.
Pode parecer impossível, mas o livro é todo contado através da troca de e-mails. Você vai acompanhando toda a história pelos e-mails enviados e recebidos. É hilariante perceber como podemos ser maquiavélicos utizando essa ferramenta.

A trama se passa em uma agência de publicidade que está vivendo um momento muito tenso em função de uma concorrência para ganhar a conta da Coca-Cola.

O livro foi escrito por Matt Beaumont, um redator publicitário inglês que parece conhecer bem o pandemônio que é o dia a dia de uma agência.

Contudo, o mais importante nesse livro não é a conturbada vida do mundo publicitário, mas sim as incríveis mostras de relações humanas que são proporcionadas.

Pode comprar que é diversão garantida.